sexta-feira, 25 de março de 2011

e assim tentou deixar fluir a caneta como extensão de seu braço como de costume, esperando que naturalmente as palavras de amor fluíssem, talvez não tão facilmente como a poesia que fluía de seu próprio corpo nas últimas semanas.

e a pontuação foi necessária assim como os finais de semana em semanas longas de trabalho, e pontuou os i´s e os esquecidos j´s e as tremas deixou para o seu amado ao dormir. e tremeram.

domingo, 25 de julho de 2010

Sobre tempo e verdades.

A verdade mesmo, é que eu achei que a vida fosse mais fácil do que ela é. Não tão mais fácil, mas mais fácil. A verdade é que existem dias em que você não tem apoio do seu super herói, não tem um namorado, não tem nem um emprego e tudo no mesmo dia! E esse dia vai calhar de ser um domingo. E claro que esse texto é auto-biográfico. Hoje, domingo, fez um dia lindo. Pra mim, todos os dias são lindos, essa é a verdade. Eu sempre acreditei em tudo, essa é outra verdade. E em todos. E todos os tombos foram imensos e vão contunar sendo. A verdade é que dói pra caralho, mas passa, essa é a verdade. A verdade é que eu te amo e eu queria muito não te amar. Nesse momento, essa é a minha maior verdade.

sábado, 24 de julho de 2010

Sobre escrever e outras coisas (muitas delas)

Esqueci como se escreve. Queria esquecer outras muitas coisas, até me esforço, mas não consigo. Mas fui desaprender a minha segunda fuga de problemas reais. Defina real! Realidade é uma palavra que a definição varia com a idade, estado de espírito, conta bancária ou mesmo relação conjulgal, ou mesmo não, principalmente no meu caso. Eu queria escrever como o Saramago, não quero pontuar, nem paragrafar as realidades. Não é muito melhor quando o ponto de vista se deixa ser interpretado de todas as formas, sem correções? De acordo com a realidade de cada um? Eu sei que a minha tem sido muito oscilante. Assim como o assunto central desse texto. Oscila sem um ápice, mas internamente a bipolaridade dessa realidade é o ápice e tem me feito muito mal. Eu sei que felicidade e tristeza me fazem chorar. E eu sei de quem eu gosto, eu sei de quem eu amo e eu sei quais são todos os meus problemas reais, da minha realidade. Tem vezes que a gente sabe dos problemas de outras realidades e tentamos mudar ela, mesmo sem estar nela, sem respeitar os ítens que compõe uma realidade. Respeito, eu não entendo como não ter e tem muitas realidades das quais respeito é uma coisa que você só tem com quem você gosta. Eu acho errado, mas definir errado agora, eu teria que definir julgamento junto e uma coisa puxa a outra. Uma vez ouvi uma pessoa perguntar a outra se ela fosse um verbo, qual ela seria, eu achei extremamente ridícula essa pergunta, mas não consegui não pensar num que se encaixasse comigo. Eu acho muita prepotência, você falar pra uma pessoa um verbo, se definindo. "Ai, o verbo que me define é vencer". HAHAHAHA Tá bom. Acabou não vencendo a minha simpatia. Tinha esquecido completamente como escrever acalma. É incrível.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sono

cansei do lirismo comedido. ahh já escreveram isso né. é que eu cansei de tantas outras coisas

e pessoas. mas não dos manuéis, mas sim dos tamanduás bandeira. cansei dos lirismos e dos 

comedidos. cansei de escritas. e de lidas. e de idas. e de ilíadas. e principalmente de helenas, mas

não as de tróia.  afinal, quem cansa da mulher mais linda de todos os tempos? será que não 

cansa? será que inês era linda? deve ter cansado a beleza de alguém, e ainda morta, ou 

descansada, virou rainha. ave inês! aves, aves cansam também. quando as 4 da matina quero

dormir e um tal de bem-te-vi, não me-deixa-dormir. cansei de escrever.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

2005

manda a demanda.
é demais. é de mais de mil?
sim, 2005.

cala-me

cala-te boca.
permita-me por segundos refletir nos acontecimentos sem intrometer-me.

cala-te dedos.
deixe-me tocar o cheiro do perfume ácido do futuro.

cala-te olhos.
fechem-se e percebam a cor da tua existência.

cala-te pé(s).
corra em círculos até queimar o chão. meus pés doem.

cala-te mente.
deixa esse corpo descansar de um dia exaustivo de ócio.

Joelhos, sigam a racionalidade e desdobrem-se.

recomeço (bem clichezão mesmo)

sento e espero vida.
nada que pensas. nadica.
apagam-se as luzes e me vejo sendo protagonista da minha vida.
sem intervalos.
talvez uma pequena pausa para troca de papéis, ninguém gosta de ser o que já é.
talvez chame alguém pra dividir a protagonização.
existe?
não sei, seremos improvisação.
comédia.
afinal, rio das minhas piadas.
afinal, afino o fim do filme.